34% dos goianos não usam cinto no banco de trás


cinto

Risco de morte frequente na rua, apesar de ser obrigatório desde 1998, 34% dos goianos não usam cinto no banco de trás

O uso do cinto de segurança no banco de trás da caminhonete do empresário Leonardo Morbi, de 53 anos, não é bem obrigatório. Na frente, motorista e passageiro andam com o artefato de proteção sempre armado; atrás fica a critério do passageiro. O comportamento do empresário não é exceção. Pesquisa publicada neste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (Ibge) mostra que enquanto 80,7% das pessoas usam o cinto no banco da frente em Goiás, apenas 66,4% tomam a mesma atitude no banco de trás.

O número está acima da média nacional (veja quadro), no entanto ainda é preocupante. Apesar da causa do acidente que matou o cantor Cristiano Araújo, de 29 anos, e sua namorada Allana Moraes, de 19, ainda estar sob investigação, peritos são claros ao afirmar que as mortes ocorreram porque ambos estavam sem cinto de segurança.. Morbi diz que os passageiros não usam o cinto por falta de atenção.

“Nem mesmo na estrada é comum o uso. Com esse acidente do cantor, vou passar a me policiar mais e exigir que todos usem”, diz. No momento em que era entrevistado pela reportagem, a filha estava sem cinto.

Essa falta de atenção para proteção do passageiro que vai atrás é bem comum. Dentre os veículos vistoriados pela reportagem na tarde de ontem, incluindo o do empresário, na confluência das Avenidas 85 e T-63, no Setor Bueno, todos os que tinham passageiros no banco de trás não faziam o uso do cinto. Em meia hora, foram 19 flagrantes.

O diretor de educação para o trânsito da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (SMT), Horácio Ferreira, acredita que três fatores influenciam na falta de hábito do passageiro em usar o cinto: acreditar que só precisa em longas distâncias ou em rodovias; a falsa sensação de segurança por estar no banco de trás e a crença de que não é obrigatório o uso de cinto nessa parte do veículo. “Isso é fatal tanto para o passageiro como para quem está no carro.”

Apesar de as autoridades afirmarem que o que mudaria essa situação é uma maior educação e fiscalização e de o uso ser menos frequente entre passageiros, números dos órgãos fiscalizadores mostram o número de multas é maior para motoristas do que para passageiros. Ferreira afirma que isso acontece porque como a constatação é feita com o veículo em movimento, sem chance de se identificar o passageiro, a multa é encaminhada ao dono do veículo.

Fonte: O Popular


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