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Goiânia tem uma lixeira para cada 29 km²

Capital possui 15 mil recipientes públicos espalhados pelas ruas, quantidade insuficiente para toda a cidade, o que, junto à falta de educação, deixa sujeira pelo chão

OPOPULAR.COM.BR

Quem sair da confluência da Avenida Serrinha com a Avenida Transbrasiliana, no Setor Serrinha, Região Sul de Goiânia, com um papel de balinha e a intenção de jogar o resíduo em uma lixeira pública vai ter de andar por mais de sete quilômetros (km) para encontrar uma lixeira pública. O cidadão vai passar pelas avenidas T-4, T-1, Perimetral e só vai encontrar um recipiente adequado na Avenida Castelo Branco, já no Setor Campinas. Atualmente, são cerca de 15 mil lixeiras para os 448,12 quilômetros quadrados (km²) da área urbana da capital. Ou seja, é como se um recipiente ficasse responsável por cada 29,87 km² de Goiânia.

Ocorre ainda que as lixeiras não estão instaladas igualmente, de modo a compensar as áreas mais populosas ou que são de maior movimentação, como o Centro, Avenida 85 e T-63. Há lixeiras, por exemplo, nas Avenidas Goiás, Tocantins, Araguaia e Paranaíba, mas não há na Avenida Independência, Mutirão, T-10 e Assis Chateaubriand. Em muitos casos, mesmo quando há o mobiliário urbano, ele está estragado por avarias temporais ou até mesmo por atos de vandalismo. Na 85 há uma lixeira em frente a um ponto de ônibus, o que até atrapalha os usuários no embarque e desembarque, mas ainda assim há muitos que preferem jogar o lixo no chão.

Outro problema é a dificuldade dos cidadãos em utilizarem as lixeiras, já que mesmo em locais em que elas estão instaladas, há lixo jogado pela via pública. Na Rua 3 com a Rua 20, no Centro, a lixeira instalada na esquina tem todo o seu fundo destruído. Mesmo quem tem a boa intenção de jogar o resíduo no local acaba desistindo da ação ao ver o objeto cair de novo no chão e acabam deixando por lá. Na Avenida T-63, próximo ao Parque Anhanguera, até mesmo o poste que sustenta a lixeira está avariado e o recipiente está perto de cair totalmente. Há também diversos locais em que as lixeiras ficam lotadas e a opção do pedestre passa a ser jogar o resíduo no lixo, no chão, procurar outro ponto ou levar para casa.

Segundo a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), a Prefeitura “instalou 1.264 novas lixeiras em diversos pontos da cidade no ano de 2017 e até o mês de dezembro de 2018 foram 813 unidades”. Em 2016, a Comurg apontava a existência de 12 mil lixeiras, com a previsão de instalação de mais 3 mil recipientes nos anos seguintes, chegando aos 15 mil atuais. A companhia informa que grande parte das instalações contemplaram as regiões Noroeste, Oeste e Central da cidade.

Essa quantidade se refere às lixeiras nas ruas e em locais de grande fluxo de pessoas, como praças, parques e demais pontos turísticos. “Pela ação do tempo e principalmente do vandalismo, muitas delas estão danificadas. Em 2017, 322 unidades foram substituídas”, informa a Comurg. No entanto, não há uma padronização dos tipos de recipientes na capital.

Nos parques, por exemplo, elas são verdes, com símbolo da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), enquanto no canteiro central da Avenida Goiás são de tamanho menor. Nas ruas, há equipamentos laranjas e amarelos. Atualmente, as unidades são construídas pela Comurg e “seguem o modelo tipo papeleiras com a cor amarela, material resistente ao calor e à chuva, e adesivadas com a identificação da Prefeitura”.

Marajoara
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