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Grupo Zahran compra TV Anhanguera, jornais O Popular e Daqui e rádios do Grupo Jaime Câmara

A empresa de Mato Grosso assume o controle em janeiro e vai fazer demissões tanto na televisão quanto nos veículos impressos

O Grupo Jaime Câmara anuncia que vendeu a TV Anhanguera, os jornais “O Popular” e “Daqui” e suas rádios para o Grupo Zahran. A empresa, a maior da área de comunicação de Mato Grosso, assume o negócio em 1º de janeiro.

Depois do encontro de contas, estabelecido por auditorias das duas empresas, chegou-se a um denominador comum. A venda foi aprovada pela TV Globo — que pressionava e apressava a negociação. Por dois motivos. Primeiro, a audiência está caindo e sem perspectiva de subir, porque falta investimento em jornalismo. Segundo, o faturamento em Goiás está se tornando um dos mais baixos do país e é concentrado demasiadamente no setor público. Se este deixa de anunciar, a publicidade cai de maneira assustadora — o que sempre incomodou a família Marinho.

Os grupos não anunciaram os valores do negócio. Inicialmente, sem uma avaliação formal, chegou-se a comentar que todo o Grupo Jaime Câmara, incluídos imóveis e maquinário — como impressoras —, valia 750 milhões de reais. Em seguida, começou-se a ventilar valores entre 250 milhões e 380 milhões de reais. O que vale mais, segundo o pessoal de Mato Grosso, é a concessão da TV Anhanguera.

Jaime Câmara Júnior, Tasso Câmara (o decano da família), Cristiano Câmara e Tadeu Câmara: gerações de empresários que comandaram o Grupo Jaime Câmara

O Grupo Zahran rejeitou, durante bom tempo, ficar com os jornais “O Popular” e “Daqui” (o custo com papel é muito alto, o que pode inviabilizá-lo), alegando não ter expertise na área. Em seguida, aceitou-os — “quase de graça”. “O Popular” pode circular apenas na internet, com o objetivo de reduzir custos.

Nos bastidores tanto da TV Anhanguera quanto dos jornais comenta-se que demissões estão sendo preparadas. Não devem ser anunciadas publicamente. A redação de “O Popular”, se o jornal ficar apenas na internet, tende a ser reduzida em pelo menos 40%.

 

Fonte: Jornal Opção

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