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Mães de Hoje: O que mais estressa as mulheres?

O estresse acontece quando a mulher não se sente gratificada com a sua diversidade de papéis
Por Naíma Saleh e Paula Desgualdo

"Cuidar da casa é o que mais me estressa. Sempre fui muito certinha, gosto de deixar tudo no lugar. Desde que minha filha nasceu, tive de aprender a desencanar. Agora, então, é brinquedo para todo lado. Também não consigo mais limpar tudo com a mesma frequência. Faço faxina apenas uma vez por semana e, nos outros dias, só dou uma organizada e preparo as refeições" - Carolina Della Volpe Baghin, 33 anos, vendedora, mãe da Gabriella, 3
“Cuidar da casa é o que mais me estressa. Sempre fui muito certinha, gosto de deixar tudo no lugar. Desde que minha filha nasceu, tive de aprender a desencanar. Agora, então, é brinquedo para todo lado. Também não consigo mais limpar tudo com a mesma frequência. Faço faxina apenas uma vez por semana e, nos outros dias, só dou uma organizada e preparo as refeições” – Carolina Della Volpe Baghin, 33 anos, vendedora, mãe da Gabriella.

As muitas demandas de um filho pequeno seriam motivos suficientes para o cansaço e a irritação. Mas não é esse o fator que mais sobrecarrega as mulheres. Problemas financeiros (26%), cuidados com a casa (21%) e até o companheiro (13%) aparecem na frente na pesquisa exclusiva realizada pela CRESCER com quase 3 mil mullheres. Para a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), muito desse estresse é autoimposto. “A mulher normalmente tem uma dificuldade muito grande de delegar e tende a ser muito perfeccionista”, diz.

Atire a primeira pedra a mãe que nunca pediu para o marido dar banho na criança e depois reclamou que a orelha não estava seca, ou chamou a atenção porque ele não fez a comida direito. “A satisfação em ajudar pode ser rapidamente diluída por um comentário negativo da mulher”, lembra a psicóloga. Em uma escala de 0 a 10, 54% das entrevistadas afirmaram estar em um nível de estresse maior ou igual a 7.

A referência bate com o resultado da última pesquisa da Isma-BR, realizada com homens e mulheres economicamente ativos. “Em um levantamento só com mulheres, a maior causa de tensão apontada por aquelas com idade entre 20 e 44 anos é a crescente diversidade de papéis
agregada aos projetos pessoais. Principalmente sendo mães de crianças pequenas”, afirma Ana Maria.

POR QUE É DIFÍCIL DELEGAR OS CUIDADOS COM OS FILHOS?
“Há uma idealização sobre o que é a maternidade. Considera-se uma boa mãe aquela que dá conta de tudo sozinha. Quando ela pede ajuda, é porque falhou. Ainda existe uma mentalidade de que ser mãe é natural e de que o pai é apenas uma figura com um papel inferior. Mas nada disso é verdade. Quando o marido vai dar banho no bebê, a mulher fica vigiando. Sabe o que vai acontecer se o pai pegar o bebê errado ou se a temperatura da água não estiver boa? Vai chorar. Até o homem aprender. Dizem que ‘mãe é tudo’. Só que, se a mãe é tudo, não sobram outros papéis para ninguém. Nem para ela, que vai ser só isso. É uma fantasia achar que vai conseguir ser 100% com o filho, no trabalho, no relacionamento. Isso faz as mulheres sentirem culpa. Ao aceitar ajuda para exercer outros papéis, ela mostra à criança que também é mulher. E oferece a ela a chance de ser mais do que apenas seu filho.”
Vera Iaconelli, psicóloga do Instituto Brasileiro de Psicologia Perinatal e Parental Gerar (SP)

TENSÃO FAZ MAL À SAÚDE
* Particularmente ao fígado, de acordo com os resultados de uma pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Especialistas analisaram questionários respondidos por 165 mil pessoas durante dez anos e associaram sintomas de estresse ao aumento do risco de morte por doenças hepáticas. Além disso, estudos anteriores já associaram altos níveis de tensão a uma incidência maior de doenças cardíacas, Alzheimer e até infertilidade.

* E não faz mal só para você. O estresse pode causar efeitos negativos ao seu filho em longo prazo. Um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, comprovou que a pressão vivenciada durante a infância pode aumentar o risco para doenças cardíacas e diabetes tipo 2 durante a vida adulta. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam 7 mil britânicos que passaram por uma série de análises médicas e psicológicas.

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