Durante aula, professora diz que em muitas vezes mulheres são culpadas por estupro: ‘Por que provocar os homens?’


Alunos do 8º ano debatiam temas sobre violência sexual com a professora quando ela se posicionou. Colégio disse que não compactua com qualquer opinião que atribua à vítima culpa por ação criminosa e afastou a funcionária

Uma professora de um colégio adventista de Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal, afirmou nesta quarta-feira (4), durante uma aula pela internet, que, em muitos casos, a própria mulher é culpada pelo estupro. A fala da funcionária aos alunos do 8º ano do ensino fundamental repercutiu e causou revolta.

“Em muitas das vezes, a mulher é culpada pelo estupro, de alguma coisa nesse sentido. (…) Por que a mulher tem que ficar provocando o coitadinho do homem?”, declara.

O Colégio Adventista do Instituto Adventista Brasil Central (IABC) emitiu uma nota sobre a fala da professora durante a aula. A direção informou que não compactua com qualquer opinião de cunho pessoal de seus funcionários que atribua à vítima culpa por ação criminosa. O colégio afastou a docente da função.

A declaração foi dada quando alunos debatiam temas sobre violência sexual com a professora. Em determinado momento da discussão, a docente dispara uma série de opiniões em que atribui à mulher a culpa por um estupro. Inclusive, pela roupa que usa.

“Pode colocar um shortinho, um biquíni na praia. Agora você vai andar pelada na rua, chamando atenção dos homens? Se o homem olha, você ainda vai falar: ‘Ele é um tarado’”, diz a professora.

A fala da professora provocou revolta nas redes sociais. Na postagem em que a instituição de ensino lamentou o ocorrido, internautas também criticaram o posicionamento do colégio.

“Apenas esse pedido de desculpas não é suficiente. Precisam instruir os alunos. A culpa nunca é da vítima”, escreveu uma internauta.

O Código Penal brasileiro estipula prisão de 6 a 10 anos para o crime de estupro. O delito é definido como o ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”.

Nota do IABC

O Instituto Adventista Brasil Central (IABC) não compactua com qualquer opinião de cunho pessoal de seus funcionários que atribua à vítima culpa por ação criminosa. A instituição reforça, ainda, que todo ato de violência física, verbal e/ou sexual deve ser punido nos termos da legislação brasileira, e lamenta profundamente o ocorrido na manhã desta quarta-feira, 4, em uma das salas de aula do colégio. As medidas necessárias já foram tomadas e a funcionária em questão foi afastada de suas funções.


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