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20/06/2024 às 15h53min - Atualizada em 20/06/2024 às 15h53min

Prefeitura de Goiânia alerta população sobre perigos de colocar fogo em folhagens e restos de poda

“Existe grande risco de o vento mudar de direção e espalhar as chamas, colocando sob ameaça casas e quem estiver dentro delas”, afirma presidente da Comurg, Rodolpho Bueno

Fotos: Luciano Magalhães
Ciente de que no inverno algumas árvores naturalmente perdem as folhagens, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), orienta a população para a remoção e destinação correta das folhas secas que se acumulam no chão. A varrição das praças, ruas, avenidas e sarjetas cabe à Comurg, já as calçadas são de responsabilidade dos moradores, que não devem em hipótese alguma fazer uso do fogo.

“Quando o cidadão junta as folhagens da calçada, do quintal e até mesmo restos de poda do jardim e queima, existe um grande risco de o vento mudar de direção e espalhar as chamas, colocando sob ameaça as casas e quem estiver dentro delas. Não é exagero, há inúmeros relatos de acidentes com essa dinâmica que se desenrolaram em questão de minutos. Não vale a pena arriscar”, pontua o presidente da Comurg, Rodolpho Bueno.


Ele explica que o correto é ensacar as folhas das calçadas e colocar na lixeira para que o caminhão da coleta orgânica recolha. Ele lembra que o ato de colocar fogo nos resíduos configura crime ambiental passível de punição. “Ainda que seja dentro de propriedades particulares, tal conduta provoca a liberação de gases e prejudica a atmosfera, que é um bem da comunidade”, pontua.

O lançamento de fumaça proveniente da queima dos resíduos domésticos têm elevado potencial de acarretar prejuízos à saúde da vizinhança, sobretudo nesta época do ano de baixa umidade do ar. Doenças respiratórias, como asma, bronquite, rinite, sinusite e outras alergias tendem a se agravar neste cenário.

“Além disso, é comum durante a varrição se misturar às folhagens embalagens e plásticos, e a queima desses materiais é maléfica ao ambiente, uma vez que libera substâncias tóxicas que podem se depositar nas águas, no solo e na vegetação, contaminando o ser humano e os demais animais”, destaca o presidente da Comurg.


Árvores caducifólias
Árvores e plantas caducifólias são aquelas que perdem todas as folhas na chegada do outono ou inverno. Elas são encontradas em locais que passam por períodos de escassez de chuva. A liberação das folhas é uma estratégia para impedir a perda de água pela transpiração e assim conseguir preservar a reserva líquida até a volta da estação chuvosa.

Ipês, resedá, moringa, caraíba, pata de vaca, sete copas, jacarandá, flamboyant, sibipiruna, acácias, pau-formiga, cega machado, guapuruvu e cambuí são as árvores das quais caem mais folhas nesta época do ano. 

“Na calçada as folhagens tornam o passeio escorregadio e favorecem as quedas dos caminhantes. Mas ao mesmo tempo a manutenção e limpeza precisam ser executadas com responsabilidade para não prejudicar terceiros. O bom senso é fundamental”, declara o coordenador de Viveiros da Comurg, Luiz Sávio.


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