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Mulheres do Varejo: Cencosud Brasil mapeia histórias de cola boradoras e revela raio X feminino do setor

Mulheres do Varejo: Cencosud Brasil mapeia histórias de colaboradoras e revela raio X feminino do setor

Elas representam cerca de 50% da mão de obra do setor, de acordo com o grupo Mulheres do Varejo. Contudo, apenas 16% ocupam cargos de liderança neste segmento que é um dos principais empregadores do País. Mas os aspectos são otimistas, visto que o grau de escolaridade entre as mulheres cresceu em média um ano a mais, comparado aos homens. A Cencosud Brasil, 4ª maior rede varejista, realizou um mapeamento especial para este Dia Internacional da Mulher, 8 de março, com o intuito de promover maior diversidade, inclusão e discussão entre seus 24 mil colaboradores.

Por meio do Programa de Reconhecimento ‘Mulheres que Deixam a sua Marca’, comitês foram organizado com foco na cultura e diversidade da empresa para avaliar as mais de 500 indicações internas recebidas de histórias de mulheres que trabalham nas bandeiras Bretas, GBarbosa, Mercantil Rodrigues, Perini e Prezunic, além das áreas administrativas e do negócio de serviços financeiros.

Dentre tantos relatos de superação, compromisso e paixão pelo que faz, há algo em comum entre todas as histórias: as mulheres mais admiradas no varejo iniciaram suas carreiras em postos de trabalho da base da pirâmide, como empacotadoras e operadoras de caixa. Também encontraram apoio para conciliar os estudos com a carreira e a maternidade, além de receberam desafios que comprovaram a capacidade de crescer, liderar e ser inspiração para as demais mulheres que atuam no setor.

A coragem abrindo caminhos

É o caso de uma das 10 histórias mais admiradas do ‘Mulheres que Deixam a sua Marca’, da gerente da loja Bretas, Geny Aparecida de Oliveira Araujo. Ela teve uma infância humilde ao lado de seus pais e cinco irmãos em Minas Gerais. Morando em uma casa de favor com apenas quatro cômodos, sem energia elétrica e pouca comida, ela buscou coragem e decidiu traçar um novo caminho de vida.

Aos 18 anos, buscou seu primeiro emprego em um açougue de mercadinho, passando a contribuir com as despesas da casa. Mas, aos 24 um novo obstáculo surgiu, ela engravidou e não teve o apoio do pai da criança. “Eu era mãe solteira. Meus pais eram rígidos, mas eu nunca fui castigada. Ao contrário tive total apoio do meu pai e isso só aumentou minha vontade de dar ainda mais de mim para crescer e ser motivo de orgulho para ele”, conta.

Em 2000, estava desempregada e descobriu que o Bretas estava com vagas em aberto. Começou há 20 anos como operadora de caixa e depois disso ocupou vários cargos, com destaque as gerências de áreas como perecíveis, mercearia e atendimento, que te deram um conhecimento amplo sobre o varejo.

“Em março de 2019 assumi como gerente geral, uma conquista com base na minha avaliação de desempenho, que me deixou muito grata e feliz por confirmar que estou no caminho certo. São as oportunidades que nos dão e decidi agarrar. Se surge um desafio, vamos realizar! Precisamos fazer acontecer.”

Uma riqueza que vem do coração

Outra história emocionante é a de Fiscal de Prevenção de Perdas, Maria Aparecida Gomes, a Cida. Ela pertence a uma família de seis filhos, destes dois especiais. Chegou a pedir ajuda nas ruas, para poder ter o mínimo, em busca da própria sobrevivência e dos demais. Várias vezes recolheu as sobras dos alimentos de um restaurante, colocando em um pote plástico, para compartilhar com os irmãos.

Um dia ela percebeu que podia ter uma vida diferente. E a partir daí começou a fazer faxinas para sobreviver e ajudar a família. Em 2007, mesmo se achando humilde para trabalhar em um supermercado, pois morava debaixo de uma lona e muitas vezes não tinha alimento em casa, Cida entregou um currículo no Bretas. Neste mesmo ano foi chamada e começou a trabalhar na limpeza.

Sempre muito empenhada e curiosa, Cida chamou a atenção de um gerente e foi convidada para fazer parte da equipe de Auxiliar de Operações. Há 13 anos no Bretas, Cida hoje é fiscal de prevenção de perdas e fez sua história diferente.

Apesar de todas as dificuldades e provações, ela está sempre com um sorriso no rosto. Cida zelou dos seus pais até o falecimento deles e ainda tem a responsabilidade de cuidar dos irmãos deficientes. “Após o expediente ainda pego um ônibus para me dedicar a eles. Esse deslocamento dura cerca de 1 hora. É preciso dar banho, fazer uma sopa e dar um pouco de atenção. Meu sonho era ter uma casa própria e poder trazê-los para próximo de mim, para ficar menos cansativo e fazer o tempo render mais”.

Além dessa rotina, Cida é mãe de dois meninos, fruto de uma relação que encerrou há dez anos. Mas essa jornada tripla não a abala, pois ela é feliz e encara a vida de uma forma mais simples, sem complicações.

Celebração

No dia 12 de março a Cencosud Brasil realizará uma cerimônia de reconhecimento às mulheres da empresa. A essência dos relacionamentos, estes aspectos tão humanos que são a base da convivência entre todas as pessoas, sejam colegas de trabalho, relações entre clientes, fornecedores e sociedade em geral, dará o tom da celebração ao Dia da Mulher. Na ocasião, algumas histórias do programa ‘Mulheres que Deixam a sua Marca’ receberão homenagens especiais, promovendo a representatividade destas colaboradoras diante de todo corpo funcional. Momentos como este disseminam e reforçam a cultura de valorização ascendente às mulheres do varejo e denotam o quanto a implantação da política de diversidade tem sido encarada como pauta relevante na Cencosud.

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