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Polícia diz que iFood enviou dados de usuária que chamou entregador de macaco, em Goiânia

A Polícia Civil de Goiás informou que recebeu nesta terça-feira (10) informações do iFood sobre a usuária que recusou uma entrega de sanduíches em razão do entregador ser negro e chamá-lo de macaco no chat da plataforma, em Goiânia. A nota enviada pela polícia não especifica, porém, quais dados foram recebidos.

Como o nome da cliente não foi divulgado, a reportagem não conseguiu localizá-la para se posicionar sobre as denúncias.

O iFood enviou nota nesta tarde afirmando que após o recebimento da ordem judicial, enviou às autoridades todas as informações disponíveis sobre o caso. “A empresa reforça que repudia o racismo e atos de discriminação racial e continua à disposição da investigação para que o caso seja solucionado e as medidas cabíveis sejam tomadas”, diz o comunicado.

A resposta chegou um dia depois de o Tribunal de Justiça de Goiás acatar o pedido de quebra de sigilo de dados feito pela delegada Sabrina Leles.

O comunicado afirma que a investigação continua com o recebimento dos dados que o aplicativo possuía. A polícia trabalha nesta fase da apuração para encontrar a autora e delimitar o crime cometido. Ainda não há prazo para a conclusão do inquérito.

Titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), a delegada Sabrina Leles solicitou a quebra de sigilo em 29 de outubro, ao receber as primeiras informações demandadas ao aplicativo de maneira extrajudicial, por meio de ofício. Na data, a investigadora entendeu que as respostas foram muito rasas e optou pela representação judicial.

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