19/05/2023 às 12h02min - Atualizada em 19/05/2023 às 12h02min

Influencer presa por suposto envolvimento em assassinato pagava R$ 6 mil semanal por ponto de cocaína comprado da vítima

Ex-namorado da mulher 'Toinzinho' teria comprado o point e os pagamentos eram feitos por meio da conta da influenciadora. Ela teria acompanhado o suspeito dos tiros no momento em que pegaram o carro usado na emboscada

Ysabella Portela, O Popular.
A influenciadora digital Yeda Freitas, [presa por suposto envolvimento no assassinato de Douglas Henrique Silva, teria feito pagamentos de R$ 6 mil através de sua conta bancária à vítima pela venda de um ponto de distribuição de cocaína.

O comprador do point era seu ex-namorado, Antônio Luiz de Souza Filho, vulgo Toinzinho, suspeito de ter matado Douglas a tiros em março de 2022. Toinzinho deveria pagar semanalmente R$ 6 mil a Douglas e muitos desses pagamentos foram feitos pela conta de Yeda. Depois de um período, os valores que deveriam ser repassados começaram a atrasar e, então, Toizinho disse que passaria um carro à vítima como forma de quitar parte do débito.

Em fevereiro de 2022, Toizinho entregou um veículo a Douglas e deixou combinado que no mês seguinte passaria o resto do dinheiro.

No dia do crime, a vítima deixou o condomínio em que morava conduzindo o veículo recém-adquirido e encontrou-se com Toinzinho. Após o encontro, ambos se dirigiram até o local onde o suspeito supostamente pagaria a sua dívida. Porém, a emboscada já estava arquitetada, segundo a Polícia Civil de Goiás (PC-GO). A polícia apurou que Douglas era traficante de drogas, mas após o falecimento da mãe de seu filho, ele teria decidido parar com o tráfico e dedicar-se aos cuidados e criação de seu filho, por isso, teria vendido a central de distribuição de cocaína.

 A polícia acredita que Toinzinho recebeu ajuda de José Camilo Pereira Bento, Getúlio Junior Alves dos Santos, Leandro Silva Rodrigues, Mateus Barbosa da Silva e Yeda de Sousa Freitas no crime. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia, decretou a prisão de todos os suspeitos.



Através da geocalização do celular de José Camilo, a polícia apurou que ele estava no momento do crime. Além disso, teria feito buscas na internet sobre “como apagar impressões digitais”, “quanto tempo dura impressão digital em objeto”, “duração de inquérito policial que apura crime de homicídio”, dentre outras pesquisas. Já Getúlio Junior, também atuaria no tráfico de drogas e seria membro de uma facção criminosa liderada por Toinzinho.

Ele também teria acompanhado o autor dos tiros (Toinzinho) quando este pegou o carro na casa de Leandro, que teria fornecido o veículo para a emboscada. Ele está foragido.

No momento de pegar o carro, Yeda também estava junto, segundo a polícia. Leandro, por sua vez, teria mentido dizendo que não havia visto Toinzinho, exceto no momento em que teria emprestado o carro. No entanto, testemunhas de uma oficina mecânica disseram que os dois estavam juntos após o crime, pois o carro precisou de reparos.

Já Mateus Barbosa teria conhecido Toinzinho e Douglas enquanto estava preso, onde os três cumpriram penas entre os anos de 2018 e 2020. A polícia afirma que ele é integrante de facção criminosa e também participou da emboscada que atraiu a vítima ao local onde foi executada.

Com informações o jornal OPOPULAR
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