13/05/2022 às 23h23min - Atualizada em 14/05/2022 às 00h01min

Megaoperação traz duas elefantas da Argentina para santuário no Brasil

Foram mais de 3,3 mil quilômetros em cinco dias e meio de viagem partindo de Mendoza. Pocha e Guilhermina viviam em cubículo dentro de zoológico e foram doadas para o Santuário de Elefantes Brasil, em Mato Grosso.

G1 Brasil
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2022/05/13/megaoperacao-traz-duas-elefantas-da-argentina-para-santuario-no-brasil.ghtml
Foram mais de 3,3 mil quilômetros em cinco dias e meio de viagem partindo de Mendoza. Pocha e Guilhermina viviam em cubículo dentro de zoológico e foram doadas para o Santuário de Elefantes Brasil, em Mato Grosso. Elefantas são transferidas de zoológico argentino para santuário no Brasil
Dois elefantes que viviam em um zoológico na Argentina foram transferidos para um novo santuário no Brasil, uma viagem que envolveu muita gente.
Sabe a emoção de ver algo que você nunca imaginou na vida? Aos 65 anos, Evanildes Natividade, moradora de Rio da Casca, comunidade da zona rural de Chapada dos Guimarães, era só deslumbramento.
“Eu achei que ia ver elefante só no filme. Coisa que eu pensei que nunca ia ver”, diz.
Foram mais de 3,3 mil quilômetros em cinco dias e meio de viagem partindo de Mendoza, na Argentina. E onde tinha uma parada, elas chamavam atenção.
As elefantas Pocha e Guilhermina vieram para o Brasil depois que o zoológico de lá decidiu doar os animais. Elas viviam num cubículo.
“Menos de 400 metros quadrados. Era um poço onde não viam o horizonte, era tudo de cimento”, conta o secretário de Meio Ambiente de Mendoza, Humberto Mingorance.
Para trazê-las foi uma megaoperação, que contou com mais de 30 profissionais entre cuidadores e até policiais. O Santuário de Elefantes Brasil, na cidade de Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, é um paraíso no meio da mata. Ele foi criado em 2016 para receber elefantes em cativeiro da América Latina e já tinha cinco fêmeas asiáticas.
Pocha e Guilhermina, mãe e filha, têm 56 e 22 anos, e nunca tinham visto terra na vida. Então, imagine como foi o primeiro contato. Inicialmente, o medo ao descobrir o novo. Foram mais de oito horas só para saírem das gaiolas. Mas, depois elas, simplesmente se esbaldaram com aquilo que deveria ser o natural.
“Agora, devagarzinho, elas vão ficar mais confortáveis, sentindo mais seguras, mais tranquilas para poderem de fato viver a vida nova, se ambientarem e conhecer as companheiras do santuário”, diz Rafael Ferreira, advogado do santuário.
Ainda existem outros quatro elefantes em zoológicos da Argentina na fila para serem levados para o santuário de Chapada dos Guimarães. Um deles é o pai da Guillermina. Mas não pense que os tratadores fizeram a maldade de separar uma família. É que mesmo depois de procriarem, machos e fêmeas seguem em grupos separados. Por isso, mesmo quando ele chegar, não vai ficar muito perto das meninas não.
“Na natureza, macho e fêmea, não é comum eles ficarem juntos o tempo todo. Como eles vão ter a oportunidade de se distanciar uns dos outros, a gente vai saber na verdade se eles queriam ficar perto um do outro. Então, eles vão poder se afastar e vão poder ser aproximar quando eles bem entenderem”, explica Daniel Moura, biólogo do santuário.

Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2022/05/13/megaoperacao-traz-duas-elefantas-da-argentina-para-santuario-no-brasil.ghtml
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